Ah, meus caros entusiastas das artes marciais e da cultura japonesa! Quem nunca sentiu aquela vibração ao ver a destreza, a disciplina e a força mental de um praticante de Kendo?
Essa arte milenar, que transcende a simples luta, é um verdadeiro caminho para o desenvolvimento pessoal, e suas competições são um espetáculo à parte.
Eu, que sempre fui fascinado pela fusão entre tradição e o espírito esportivo, vejo no Kendo uma beleza singular que poucas modalidades conseguem transmitir.
Observar os “kendokas” em ação, com seus gritos poderosos e movimentos precisos, sempre me enche de admiração e me faz refletir sobre a rica história por trás de cada golpe.
É impressionante como uma prática tão antiga continua a cativar corações e mentes em todo o mundo, evoluindo, mas sem perder sua essência. Nos últimos anos, temos visto um crescimento notável do Kendo em diversas comunidades lusófonas, mostrando que essa disciplina está mais viva do que nunca, atraindo novas gerações que buscam não apenas um esporte, mas uma filosofia de vida.
A forma como o Kendo se adapta aos tempos modernos, mantendo sua relevância no desenvolvimento do caráter e na promoção da saúde mental, é algo que realmente me impressiona.
Mas de onde vem toda essa tradição competitiva que tanto nos encanta? Vamos descobrir em detalhe a jornada histórica por trás das competições de Kendo.
Dos Campos de Batalha às Arenas de Honra: O Legado Ancestral do Kendo

A Gênese Marcial dos Samurai
A história das competições de Kendo, ou melhor, de seus primórdios, é tão antiga quanto a própria arte da espada japonesa, o Kenjutsu. Pensem comigo: em um tempo onde a espada era a própria extensão da vida e da honra de um samurai, o treino e a demonstração de habilidade não eram apenas lazer, eram uma questão de sobrevivência e status.
É claro que não existiam “competições” como as conhecemos hoje, com regras formais e juízes uniformizados, mas a essência do desafio e da superação estava lá.
Os duelos, embora muitas vezes fatais, serviam como uma forma brutal de “competição”, onde a técnica, a estratégia e a força mental eram postas à prova de maneira definitiva.
Os mestres de diferentes escolas se confrontavam para provar a superioridade de seus estilos, e os alunos buscavam aprimorar suas habilidades para defender seu clã e seu nome.
Eu imagino a tensão nesses encontros, onde um único erro poderia ser o último. A disciplina imposta por esses confrontos forçou um desenvolvimento constante das técnicas e das filosofias por trás do manejo da espada, criando um alicerce sólido para o que viria a ser o Kendo moderno.
Era uma era onde a perfeição em combate era a única moeda de troca para a vida.
A Transição para o Treino Sistemático
Com o passar dos séculos e a relativa pacificação do Japão durante o período Edo, a prática da esgrima começou a migrar de uma arte puramente letal para um caminho de desenvolvimento pessoal e disciplinar.
Foi nesse período que surgiram as primeiras armaduras de proteção rudimentares, como o *bōgu*, e as espadas de bambu, o *shinai*. Isso permitiu que os praticantes pudessem treinar com mais segurança, aplicando golpes de forma mais realista sem o risco de ferimentos graves ou morte.
Essa inovação foi um divisor de águas, pois possibilitou a prática repetitiva e o aprimoramento técnico de uma forma que antes era impensável. Eu vejo essa fase como o embrião das competições, pois, ao invés de duelos até a morte, os encontros passaram a focar na técnica e na aplicação dos princípios marciais.
Os *dojos* floresceram, e os alunos se dedicavam com afinco, buscando a maestria não apenas para a guerra, mas para a evolução de si mesmos. A essência do confronto, da busca pela vitória dentro de um contexto seguro, começou a florescer, pavimentando o caminho para o Kendo competitivo que tanto admiramos hoje.
É fascinante pensar como uma necessidade militar se transformou em uma jornada de autoaperfeiçoamento.
A Formalização do Caminho: O Kendo como Esporte Nacional
O Impacto da Restauração Meiji e o Renascimento Marcial
Após o fim do período Edo e a Restauração Meiji, o Japão passou por transformações sociais e políticas radicais. Com a abolição da classe samurai, as artes marciais, incluindo o Kenjutsu, perderam seu propósito militar direto e enfrentaram um período de declínio.
No entanto, o espírito marcial japonês é resiliente, e rapidamente houve um movimento para preservar essas valiosas tradições. O governo japonês e figuras proeminentes perceberam o valor das artes marciais não apenas como ferramentas de combate, mas como pilares para a formação do caráter e da moral.
Foi nesse contexto que a ideia de formalizar a esgrima como um esporte e uma disciplina educativa ganhou força. Eu acredito que foi um momento crucial, onde a visão de que o Kenjutsu poderia ser mais do que apenas lutar, mas sim forjar o espírito humano, realmente se consolidou.
A fundação de organizações como o Dai Nippon Butoku Kai em 1895 foi essencial, pois trouxe ordem e padronização a diversas artes marciais, incluindo o que começaria a ser conhecido como Kendo.
Estabelecimento de Regras e a Primeira Competição Organizada
A criação do Dai Nippon Butoku Kai marcou o início da padronização das técnicas e, mais importante para o nosso tema, das regras de competição. Antes disso, cada escola tinha suas próprias interpretações, o que tornava os confrontos entre diferentes estilos caóticos e difíceis de julgar.
Com a introdução de um currículo formal e a definição clara de *ippons* (pontos válidos), o Kendo pôde finalmente florescer como uma modalidade competitiva organizada.
Eu me arrisco a dizer que foi a partir desse momento que a magia das competições modernas começou a se desenhar. Os primeiros torneios, embora ainda rústicos pelos nossos padrões atuais, eram eventos grandiosos, repletos de dignidade e honra.
Ver os praticantes, agora chamados de “kendokas”, aplicando técnicas sob um conjunto universal de regras deve ter sido uma experiência emocionante e transformadora para a época.
Isso não só elevou o Kendo ao status de esporte nacional, mas também o consolidou como uma ferramenta pedagógica essencial para as futuras gerações, ensinando não apenas a técnica, mas também o respeito, a disciplina e a ética.
O Ressurgimento Pós-Guerra e a Ascensão Internacional do Kendo
A Proibição e o Retorno Triunfal
Após a Segunda Guerra Mundial, o Kendo, junto com outras artes marciais japonesas, enfrentou um período de proibição imposta pelas Forças Aliadas de Ocupação, que viam nessas práticas um resquício do militarismo.
Foi um golpe duro para a comunidade marcial, mas como todo bom kendoka sabe, a resiliência é fundamental. No entanto, o espírito do Kendo estava profundamente enraizado na cultura e na alma japonesa, e era impossível suprimi-lo por muito tempo.
Através de um esforço conjunto e da reformulação da arte, enfatizando seus aspectos educacionais e de desenvolvimento humano em vez dos militares, o Kendo foi gradualmente reintegrado e, em 1952, a Federação Japonesa de Kendo (All Japan Kendo Federation – AJKF) foi fundada.
Eu me emociono só de pensar na dedicação e no amor pela arte que impulsionou essa retomada. Foi um renascimento que não apenas trouxe o Kendo de volta aos dojôs, mas também o impulsionou para uma nova fase de expansão.
A proibição, paradoxalmente, serviu para fortalecer a comunidade e refinar a visão do Kendo como um caminho de vida.
A Conquista do Cenário Global e o Kendo Mundial
Com a fundação da AJKF, o Kendo começou a se expandir além das fronteiras do Japão de forma organizada e vigorosa. Em 1970, um marco histórico foi alcançado com a criação da Federação Internacional de Kendo (International Kendo Federation – IKF) e a realização do primeiro Campeonato Mundial de Kendo, em Tóquio.
Desde então, o Campeonato Mundial tem sido realizado a cada três anos, reunindo atletas de dezenas de países. É inspirador ver como uma arte tão profundamente japonesa conseguiu conquistar corações e mentes em todos os cantos do planeta.
A participação de países lusófonos, como Brasil e Portugal, nesses campeonatos é um testemunho da universalidade do Kendo. Eu, pessoalmente, sempre fico maravilhado com a energia e o intercâmbio cultural que esses eventos proporcionam.
Ver kendokas de diferentes origens se comunicando através da linguagem universal da espada é algo que transcende barreiras e une pessoas. O Kendo não é mais apenas japonês; ele pertence ao mundo, enriquecendo vidas e culturas onde quer que seja praticado.
A Dança da Estratégia e da Força: O Coração de Uma Competição de Kendo
O Ippon: Mais que um Ponto, uma Expressão de Espírito
Em uma competição de Kendo, o objetivo principal é marcar um *ippon*, um golpe válido que demonstra não apenas a precisão técnica, mas também a energia, o foco e a intenção do atacante.
Não é como em outros esportes onde um simples toque pode contar ponto. No Kendo, para que um golpe seja considerado um *ippon*, ele precisa atingir um dos alvos designados da armadura (cabeça – *men*, punho – *kote*, abdômen – *do*, ou garganta – *tsuki*) com a parte correta do *shinai*, e ser acompanhado por um *kiai* forte (grito de espírito), *zanshin* (vigilância contínua) e uma postura correta.
A validade do *ippon* é determinada por três juízes, e a decisão é tomada por maioria. Eu já vi muitos kendokas darem golpes tecnicamente perfeitos, mas que não foram validados porque faltou o *kiai* ou o *zanshin* adequado.
É a prova de que o Kendo é uma arte holística, onde a mente e o espírito são tão importantes quanto o corpo. Essa complexidade torna cada *ippon* uma verdadeira obra de arte marcial, digna de ser apreciada por sua perfeição e intenção.
A Disciplina do Rei e a Intensidade do Shiai
O que mais me fascina nas competições de Kendo é a combinação única de intensa ferocidade e um profundo senso de respeito, conhecido como *rei*. Antes, durante e depois de cada luta (*shiai*), os kendokas demonstram respeito mútuo, aos juízes, ao *dojo* e à própria arte.
As saudações, os rituais de entrada e saída da arena, tudo é feito com uma reverência que eleva a competição para além de uma simples disputa. No entanto, uma vez que a luta começa, a intensidade é palpável.
Os gritos, a velocidade dos movimentos, o choque dos *shinai* – tudo cria uma atmosfera eletrizante. Eu sinto uma energia incrível vindo da arena a cada *kiai* poderoso.
É uma batalha de inteligência, estratégia e força de vontade, onde cada milésimo de segundo e cada movimento contam. O competidor deve estar constantemente alerta, procurando a menor abertura para atacar e defendendo-se com a mesma ferocidade.
É essa dualidade entre o respeito inabalável e a intensidade combativa que, para mim, define a beleza e a profundidade do Kendo competitivo.
A Forja do Caráter: Treinamento e Sacrifício do Kendoka Competitivo
A Rotina Rigorosa e a Busca pela Excelência
A jornada de um kendoka competitivo é pavimentada com suor, dedicação e uma rotina de treinamento que, para muitos, pareceria exaustiva. Não basta apenas aparecer no *dojo* algumas vezes por semana; os atletas que buscam o pódio dedicam horas a fio ao aprimoramento de suas técnicas, condicionamento físico e, crucialmente, sua força mental.
Eles passam por inúmeros *uchikomi* (golpes repetitivos), *kirikaeshi* (exercício de aquecimento e técnica básica) e *kakari-geiko* (treino de ataque contínuo), buscando a perfeição em cada movimento.
Eu me lembro de um período em que eu mesmo estava mais focado em competições, e a disciplina exigida era imensa. Cada sessão de treino é uma batalha contra si mesmo, contra a fadiga e contra a tentação de desistir.
Mas é nesse processo que o kendoka se forja, não apenas fisicamente, mas também mentalmente, aprendendo a lidar com a pressão, a frustração e a busca incessante por um desempenho superior.
A Mentalidade de Ganhador: Foco e Zanshin

No Kendo competitivo, a força mental é tão vital quanto a técnica apurada. A capacidade de manter o foco total, de antecipar os movimentos do oponente e de reagir em frações de segundo, é o que distingue os grandes campeões.
O conceito de *zanshin*, que é a vigilância contínua ou estado de alerta após a execução de um golpe ou mesmo durante a espera, é crucial. Não é apenas sobre atacar, é sobre manter a presença mental constante, pronta para qualquer eventualidade.
Eu já observei lutas serem decididas não por um golpe espetacular, mas pela capacidade de um kendoka de manter a calma sob pressão e de aproveitar um momento de hesitação do oponente.
A preparação para uma competição, portanto, envolve não apenas o treinamento físico, mas também o desenvolvimento de uma mente resiliente, capaz de se manter inabalável diante dos desafios.
Isso é alcançado através da meditação, da visualização e da constante prática de manter a concentração e o espírito elevado.
Kendo no Cenário Lusófono: Crescimento e Desafios
A Expansão da Arte Marcial em Terras de Língua Portuguesa
É com grande alegria que vejo o Kendo florescer em diversas comunidades de língua portuguesa ao redor do mundo. Países como o Brasil, Portugal, Angola e Moçambique têm visto um crescimento constante no número de praticantes e na qualidade de seus kendokas.
O Brasil, por exemplo, possui uma história rica com o Kendo, impulsionada pela imigração japonesa, e hoje conta com uma federação forte e atletas que se destacam em campeonatos mundiais.
Em Portugal, a paixão pelo Kendo tem crescido exponencialmente, com *dojos* surgindo em várias cidades e um número crescente de praticantes dedicados.
Eu acho que essa expansão mostra a universalidade dos valores que o Kendo ensina: disciplina, respeito, perseverança e humildade. A capacidade da arte de se adaptar a diferentes culturas, mantendo sua essência, é um testemunho de sua força e relevância.
É uma prova de que a busca pelo aprimoramento pessoal e espiritual ressoa com pessoas de todas as origens.
Construindo Pontes: Desafios e Oportunidades
Apesar do crescimento, o Kendo nas comunidades lusófonas ainda enfrenta seus desafios, como a necessidade de mais mestres qualificados, o acesso a equipamentos e a promoção da modalidade para um público mais amplo.
No entanto, vejo também muitas oportunidades. A internet e as redes sociais têm sido ferramentas poderosas para conectar praticantes, compartilhar conhecimentos e divulgar o Kendo.
A realização de seminários com mestres japoneses e o intercâmbio entre países de língua portuguesa têm fortalecido a comunidade e elevado o nível técnico.
Eu acredito que, com o esforço contínuo de federações e *dojos* locais, e com o apoio de entusiastas como nós, o Kendo continuará a crescer e a inspirar novas gerações.
É um caminho longo, mas cada *men*, *kote* ou *do* marcado por um kendoka lusófono é uma vitória para a comunidade e para a propagação dessa arte milenar.
O Caminho à Frente: Inovação e Tradição nas Competições de Kendo
A Evolução das Regras e o Diálogo com o Futuro
Como qualquer esporte vivo, o Kendo também passa por um processo contínuo de autoavaliação e ajuste em suas regras e sistemas de competição. Embora o núcleo da arte seja imutável, a forma como as competições são conduzidas precisa se adaptar para garantir a justiça, a clareza e a segurança dos atletas, ao mesmo tempo em que preserva a essência do Kendo.
Recentemente, discussões sobre o uso da tecnologia para auxiliar na arbitragem, ou a padronização de certas interpretações de *ippon* entre as federações internacionais, têm sido pautas importantes.
Eu vejo isso como um sinal de saúde da modalidade, demonstrando que há um compromisso em evoluir sem comprometer a integridade e os valores fundamentais.
Manter a tradição viva, mas aberta ao diálogo e à melhoria, é a chave para a longevidade e o sucesso do Kendo. É um equilíbrio delicado, mas essencial para que a arte continue a brilhar nos palcos competitivos.
O Papel da Tecnologia e a Preservação do Espírito
Ainda que o Kendo seja uma arte profundamente enraizada na tradição, a tecnologia moderna tem um papel crescente, especialmente na divulgação e no aprimoramento do esporte.
A transmissão de campeonatos ao vivo pela internet, a análise de performances através de vídeos e até mesmo o desenvolvimento de equipamentos mais seguros e confortáveis são exemplos de como a tecnologia pode servir ao Kendo.
No entanto, é crucial que essa inovação nunca se sobreponha ao espírito e aos princípios da arte. A alma do Kendo reside na disciplina, no respeito e na busca pelo aperfeiçoamento do caráter, e qualquer avanço tecnológico deve sempre apoiar esses pilares.
Eu, pessoalmente, acredito que o futuro das competições de Kendo está em encontrar esse equilíbrio perfeito: usar o melhor da modernidade para amplificar a beleza e a profundidade de uma tradição milenar.
É um desafio, mas também uma emocionante promessa para as futuras gerações de kendokas.
| Período/Evento | Característica Principal | Impacto nas Competições |
|---|---|---|
| Período Sengoku (Século XV-XVII) | Duelos de Kenjutsu, foco na sobrevivência e honra militar. | Confrontos mortais, sem regras formais, base para a busca da excelência técnica. |
| Período Edo (Século XVII-XIX) | Surgimento do Shinai e Bogu; Kenjutsu como caminho de vida. | Permitiu treinos mais seguros e repetitivos, embrião das “lutas” não letais. |
| Restauração Meiji (Final do Século XIX) | Abolição dos Samurai, declínio e subsequente renascimento marcial. | Movimento para preservar as artes marciais, início da padronização e da ideia de esporte. |
| 1895: Fundação do Dai Nippon Butoku Kai | Organização central para artes marciais japonesas. | Definição de regras e *ippons*, estabelecimento de torneios formais de Kendo. |
| Pós-Segunda Guerra Mundial | Proibição das artes marciais, seguida pelo renascimento do Kendo. | Reestruturação do Kendo com foco no desenvolvimento educacional e moral, fundação da AJKF. |
| 1970: Fundação da IKF e 1º Campeonato Mundial | Criação de órgão internacional e realização de torneio global. | Internacionalização do Kendo, ciclos de campeonatos mundiais trianuais, reconhecimento global. |
O Legado Filipino: O Kendo como Ferramenta de Vida e Cidadania
Além do Tatame: Kendo e Desenvolvimento Pessoal
O Kendo é muito mais do que um conjunto de técnicas de esgrima; ele é um caminho para o aprimoramento do caráter e o desenvolvimento de valores essenciais para a vida.
A disciplina exigida no treino e na competição se reflete na vida diária, ensinando paciência, perseverança e autocontrole. A prática constante do *rei*, o respeito, transcende o *dojo* e molda a forma como os praticantes interagem com o mundo.
Eu tenho visto, com meus próprios olhos, como o Kendo transforma pessoas, tornando-as mais focadas, mais humildes e mais resilientes. Os desafios enfrentados em um *shiai* são um microcosmo dos desafios da vida, e aprender a superá-los com dignidade e determinação é uma lição inestimável.
É uma arte que não busca apenas formar campeões, mas também cidadãos melhores, capazes de contribuir positivamente para a sociedade. Essa é a verdadeira beleza e o legado duradouro do Kendo.
O Futuro do Kendo: Uma Herança para as Próximas Gerações
Olhando para o futuro, acredito que o Kendo continuará a ser uma fonte de inspiração e um porto seguro para aqueles que buscam um caminho de disciplina e autoaperfeiçoamento.
A sua capacidade de se manter relevante em um mundo em constante mudança, sem perder a sua essência, é notável. Com a crescente conscientização sobre a importância da saúde mental e do bem-estar, o Kendo, com sua ênfase na meditação, no foco e na disciplina, tem um papel ainda mais importante a desempenhar.
Eu prevejo um futuro onde mais e mais pessoas, de todas as idades e origens, serão atraídas por essa arte milenar, buscando não apenas um esporte, mas uma filosofia de vida que as ajude a navegar pelos desafios do mundo moderno.
E nós, como apaixonados por essa arte, temos a responsabilidade de continuar a promovê-la, preservando seus valores e compartilhando seus ensinamentos com as próximas gerações.
글을 마치며
E assim, meus queridos amigos, chegamos ao fim da nossa jornada pela rica história e pelo espírito vibrante das competições de Kendo. É realmente fascinante observar como uma arte marcial tão antiga conseguiu se reinventar, atravessar séculos e se tornar um esporte global que nutre não apenas o corpo, mas a alma de seus praticantes. O Kendo é uma prova viva de que a disciplina, o respeito e a busca incessante pelo aprimoramento são valores universais que transcendem culturas e gerações. Espero que esta exploração tenha acendido em vocês a mesma paixão e admiração que eu sinto por essa maravilhosa arte do caminho da espada. É um privilégio testemunhar e, de certa forma, fazer parte dessa tradição tão significativa.
알a 두면 쓸모 있는 정보
1. Para começar no Kendo, o primeiro passo é encontrar um dojo na sua região. Procure por federações nacionais de Kendo (como a Confederação Brasileira de Kendo no Brasil ou a Associação Portuguesa de Kendo, Kendo Iaido e Jodo em Portugal) que podem indicar os locais de prática mais próximos e qualificados para iniciantes.
2. Os equipamentos básicos para o treino incluem o shinai (espada de bambu) e o keikogi (uniforme). A armadura (bogu) é adquirida em um estágio mais avançado, quando o kendoka já tem uma base sólida de técnicas e está pronto para o contato. Muitos dojos oferecem shinai e keikogi para as primeiras aulas experimentais.
3. Além da técnica física, o Kendo exige um forte desenvolvimento mental. A concentração, a resiliência e a capacidade de manter a calma sob pressão são tão importantes quanto a força ou a velocidade. Meditação e exercícios de respiração são frequentemente incorporados ao treino para fortalecer esses aspectos.
4. Se você está pensando em assistir a uma competição de Kendo, procure por eventos locais ou regionais. Muitos campeonatos são transmitidos ao vivo pela internet, especialmente os mundiais, permitindo que você acompanhe a intensidade e a beleza da arte de qualquer lugar. É uma ótima maneira de se inspirar!
5. O Kendo é um caminho de vida que ensina valores como respeito (rei), disciplina e perseverança. Ele não é apenas um esporte, mas uma filosofia que pode trazer grandes benefícios para o seu dia a dia, ajudando no autocontrole, na tomada de decisões e na forma como você se relaciona com os outros.
Importante a Relembrar
As competições de Kendo são o ápice de uma jornada de disciplina e dedicação, com raízes profundas nos duelos samurai e uma evolução fascinante que transformou a arte da espada em um esporte global. Para além dos golpes precisos e dos gritos poderosos, o Kendo ensina respeito mútuo, resiliência e uma filosofia de vida que transcende as arenas. O sucesso em um shiai não depende apenas da técnica, mas de uma mente e espírito alinhados, demonstrando o caráter forjado em anos de treino. É uma arte marcial que continua a cativar corações e mentes, crescendo em comunidades lusófonas e prometendo um futuro onde a tradição e a inovação caminham juntas, sempre em busca do aperfeiçoamento humano.
Perguntas Frequentes (FAQ) 📖
P: As competições de Kendo sempre foram como as conhecemos hoje, com shinai e bogu?
R: Ah, essa é uma pergunta que adoro! É comum pensarmos que o Kendo sempre teve essa roupagem de esporte, mas a verdade é que as suas raízes são bem mais brutais, lá no Kenjutsu, a arte da espada dos samurais.
No Japão feudal, as técnicas eram de combate real, com espadas de verdade, e o objetivo, claro, era a sobrevivência! Foi lá pelo final do século XVIII e início do XIX que a coisa começou a mudar.
Perceberam que precisavam de um jeito de treinar pesado sem se ferir gravemente. Foi aí que surgiram os primeiros protetores rudimentares e, o mais importante, a espada de bambu, a nossa querida shinai!
Antes, os desafios entre escolas (Taryu-jiai) podiam ser bem mais perigosos. Com a shinai e o bogu (armadura), o shinai-shiai se tornou uma forma mais segura de testar as habilidades e o espírito, sem a necessidade da autorização do Xogunato para duelos com espadas reais.
É por isso que, quando visto um kendoka com seu bogu completo e shinai em punho, vejo não apenas um atleta, mas um pedaço vivo da história, uma evolução brilhante para manter a arte viva e acessível.
P: Quando o Kendo se tornou um esporte organizado e internacional?
R: Essa é uma parte da história que me enche de orgulho! O Kendo, como esporte organizado e com regras mais padronizadas, começou a ganhar forma de verdade no final do século XIX, em meio a um Japão que se modernizava rapidamente e onde a classe samurai estava sendo extinta.
A ideia era manter viva a essência da esgrima japonesa, mas de uma forma acessível a todos e que pudesse contribuir para o desenvolvimento do caráter.
No entanto, um período desafiador veio com o fim da Segunda Guerra Mundial, quando a prática de Budo foi até proibida por um tempo no Japão. Mas a resiliência do espírito do Kendo falou mais alto!
Em 1952, a Federação Japonesa de Kendo (Zen Nihon Kendo Renmei) foi fundada e, posteriormente, em 1970, nasceu a Federação Internacional de Kendo (FIK).
Lembro-me de quando li sobre a fundação da FIK e do primeiro Campeonato Mundial de Kendo, realizado no Nippon Budokan no mesmo ano; foi um marco! É incrível ver como, desde então, o Kendo se espalhou pelo mundo, com Campeonatos Mundiais acontecendo a cada três anos e a participação de mais de 60 países.
Minha experiência viajando para alguns desses eventos me mostrou de perto a universalidade dessa paixão.
P: Qual é o objetivo principal das competições de Kendo, além de simplesmente vencer?
R: Essa é a pergunta que mais me faz brilhar os olhos, porque toca no coração do Kendo! Muita gente que vê de fora pensa que é só acertar o adversário, mas para nós, praticantes, o Kendo vai muito além da vitória.
O objetivo fundamental de um shiai (competição) de Kendo é o aprimoramento do kenshi (praticante). Entenderam? Não é apenas sobre quem faz mais pontos.
É sobre como você usa a espada para disciplinar o seu próprio caráter, para cultivar o respeito (Reigi), a disciplina e o espírito, que são lições valiosas para a vida.
Eu, pessoalmente, já senti a adrenalina de um combate e percebi que o medo de perder, a chance de enfrentar o desconhecido, tudo isso nos coloca em contato com sentimentos que o treino diário talvez não proporcione.
É nesse momento de pressão que o verdadeiro “eu” aparece, e temos a oportunidade de crescer. O Kendo moderno é, sim, um esporte, mas é também um poderoso meio de treinamento mental e de desenvolvimento pessoal.
Muitos kendokas concordam que, se o Kendo se tornasse um esporte puramente olímpico, focado apenas na vitória e no aspecto comercial, ele poderia perder sua filosofia mais profunda e seu caráter de técnica para a qualidade de vida.
E eu não poderia concordar mais! O kendo é um “caminho” (Do), não apenas um “fim” (vitória), e essa é a beleza que nos cativa e nos faz voltar ao dojo dia após dia.






